sexta-feira, Abril 13, 2007

liberalização da propriedade das farmácias

Esta proposta de lei é finalmente palco de discussão na AR.

Será que é desta que um dos maiores lobbies da sociedade portuguesa será questionado?

Terá finalmente o Estado a coragem necessária para desafiar (e ir até o fim) o sui generis presidente da A.N.F., defensor acérrimo da sua dama -dona Farmácia, o Dr. João Cordeiro?

A direcção técnica das farmácias mantém-se inalterada, justamente. Só um farmacêutico pode ser responsável pela (digamos, correcta) venda de medicamentos.
Mas não poderá um anónimo cidadão, não farmacêutico, com muitos euros na carteira (muitos, muitos....), adquirir um qualquer estabelecimento com uma direcção técnica farmacêutica a seu bel prazer? Não terá esse direito??
Da mesma forma que um cidadão anónimo, não gestor e/ou economista, poderia comprar uma empresa de consultadoria e nomear alguém competente na área para lidera-la.
Afinal de contas, vivemos numa sociedade livre.

Será desta?

Sinceramente espero que sim.
Mas o meu 6º sentido feminino (que nunca se engana e raramente tem dúvida...) diz que não. A coisas que não se consegue mudar (para melhor). Porque a tradição ainda é o que era...

3 comentários:

Mário de Sá Peliteiro disse...

Post eivado de preconceitos, próprio de quem conhece muito mal a realidade.

Nem sequer se coloca a questão da liberalização, cara Reanimadora, apenas a possibilidade de dissociação da direcção técnica e da propriedade..

O que melhora para os doentes com esta medida retrógada e, na Europa, minoritária?

Dê-me uma razão concreta (e fundamentada) para esse contentamento.

(Não gostei nada que me tivesse chamado Galinácio)

Reanimadora disse...

Caro MSP - não julgue que conheco mal a realidade, pelo contrário: venho de uma família de farmacêuticos, incluindo direcção técnica e propriedade de farmácia(s) (plural no tempo das vagas gordas), eu tenho uma opinião isenta no meio seio familiar e profissional.

Perdoe-me o termo empregue, não foi pessoal apenas puramente metafórico.

Mas é a minha opinião.

Mário de Sá Peliteiro disse...

Viveu então do "consumo interno, do consumo dos próprios donos do galinheiros, também eles galináceos"...

Mas já que conhece bem a realidade, diga-me o que melhora para os doentes com esta medida retrógada e, na Europa, minoritária? Dê-me uma razão concreta (e fundamentada) para esse contentamento.