terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Apelo!! Ajudem o Roberto.

Não tenho por hábito veicular nenhum tipo de apelo público.
Hoje, abro uma excepção.
Em nome da amizade.
Em nome da esperança que palia os doentes crónicos.
E, porque, por detrás das nossas batas, existimos NÓS e as nossas causas.
Ajudem o Roberto!

Chamo-me Roberto Neves, tenho 25 anos, sou doente com Fibrose Quística e estou inscrito no Hospital Juan Canalejo (Corunha) para fazer um transplante pulmonar. Sei que a minha médica, Drª Sidónia Nunes, tudo tem feito para eu poder ir o mais breve possível mas eu nunca mais vejo este momento chegar.

Depois de ver o programa da SIC sobre os transplantes pulmonares feitos na Corunha a minha ansiedade aumenta, a minha tristeza é sempre maior cada dia que passa , e só Deus sabe o que penso e passo dentro do meu quarto onde passo os meus dias ultimamente .

Tenho tanta esperança nesta operação, eu sei que vou vencer, eu sei que Deus não me vai abandonar mas preciso estar lá e cada vez que o telemóvel toca o meu pensamento é se será agora que vou mas depois vejo que não é, e vejo chegar a noite e penso mais um dia passou e continuo aqui.

Peço com todo o meu coração se me podem ajudar para que eu possa ir o mais breve possível. AJUDEM-ME EU QUERO VIVER! Quero voltar a sorrir aos meus amigos quero continuar a ter os meus sonhos, por caridade não me deixem morrer!

Roberto Neves

Ajudem o Roberto.
Divulguem o apelo.

quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Aos familiares, aos internistas e aos imagiologistas....Aos bons e aos maus.

Acompanhei a Dona Maria no último trimestre do ano passado.
(Hoje voltei a saber dela... )

A Dona Maria (nome falso) era uma daquelas senhoras 'de salão', com unhas sempre impecavelmente pintadas e sobrancelhas finamente depiladas, cujo corpo amorfo tentava disfarçar o peso dos anos que lhe passavam.
Conheci a Dona Maria numa consulta externa (daquelas que já não assisto). Queixava-se sempre do mesmo: astenia, anorexia e lombalgias.
«Sinto-me mal, já não sou quem era» -dizia. (...)
Com intuito de esclarecimento do quadro, tinha já sido internada e re-internada, sem grande sucesso. Em todos os internamentos tinha sido estudada ao pormenor: à excepção de uma discreta elevação de um marcador tumoral, de um padrão inflamatório inespecífico e de aumento marcado das transaminases, tudo o resto era normal: TUDO, incluindo mielograma, endoscopia, colonoscopia, ecografia abdominal e TC torácica-abdominal. (...)
A sua vida tinha sido transformada num ciclo vicioso: era internada, tinha alta e re-internada.
(...)
Este quadro clínico era (desencadeado? e) agravado pelo total desinteresse da família pela sua doença. Com a agravante de ter um sobrinho médico, colega reputado naquele hospital. Nunca o vi a perguntar por ela.
(...)
Na última vez que a vi, tinham-na colocado num lar de idosos (de luxo, claro).
E claro também que a Dona Maria piorou.
Não queria ir para o lar, queria sim, estar bem, em casa, com os filhos e netos que amava.
(...)
Vi a Dona Maria no meu último dia de médica generalista. Lembro-me de preencher o seu boletim de internamento. Dado o aumento insistente das transaminases, foi pedido nova ecografia, entre outros exames.
A ausência de icterícia e a 'benignidade' dos outros exames imagiológicos (nomeadamente da TC abdominal, relatada por um colega experiente, que revelava apenas lesões de carácter quístico na cabeça do pâncreas) nada faziam esperar.
(...)
De novo, nada faziam esperar. (...)
A ecografia, desta vez, revelou uma imagem sugestiva de malignidade na cabeça do pâncreas, já numa fase avançada, com repercussão ao nível das vias biliares.
O relatório da TC abdominal, de há 3 semanas, continuava arquivado no processo clínico anterior.
(....)
Ironia do destino, pouco tempo após o relatório da ecografia chegar, a Dona Maria faleceu.
Com as unhas impecavelmente pintadas e sobrancelhas finamente depiladas, partiu.
Disse o último adeus aos enfermeiros e à médica internista que carinhosamente a trataram nos últimos meses da sua vida. Como verdadeiros heróis.
(...)
A família organizou-lhe um grandioso funeral... O nosso colega também lá esteve presente... Quem não quis saber dela na fase final da sua vida, não faltou ao último acto da sua vida -o fúnebre.

quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Há dias assim...

Hoje tive a minha primeira grande desilusão no meu novo serviço.
Não profissional, apenas pessoal... (estas doem mais).
O encantamento terminou.
Há dias assim.
Hoje faço um delete, amanhã será um novo dia.
Um novo dia.

Para quem está farto do dia dos namorados....

Encontrei um bom post do blog do colega viciado em Ice Tea.
Retirei um pequeno excerto:

Aqui ficam algumas dicas para quem está absolutamente farto do dia 14 de Fevereiro...
  1. Quando a sua cara-metade lhe perguntar "Onde é que vamos passar a noite no Dia dos Namorados?" acene-lhe com um programa maravilha de um jantar no drive-in do Mcdonald's e reservas para uma noite no parque de campismo da Costa da Caparica.
  2. Trate constantemente o seu/sua pombinho/a com diminutivos: "minha kiduxinha lindinha fofinha feiinha tortinha desdentadinha pequenininha baixinha..."
  3. Se o/a seu/sua companheiro/a preparar um jantar à luz das velas para si, comente em altos berros: "Porra, isto parece um velório... Quem é que morreu?".
  4. No meio do jantar romântico peça para ligar a televisão para ver os Morangos com Açúcar.
  5. Se ele ou ela lhe começar a dizer coisas ternas ao ouvido, zangue-se: "Cala-te, deixa ouvir a telenovela!". (Futebol também serve...)
  6. Se ela ou ele o/a começar a beijar freneticamente, dê-lhe um berro: "Não és transparente, ouviste?"
  7. Se ela, no meio do calor provocado pela sua presença, começar a fazer strip-tease à sua frente (nem que seja com a música dos Morangos com Açucar), diga em alto e bom som: "A nancy do Elefante Branco tem uns airbags maiores...". Se for um rapaz a fazê-lo, comece a apontar para baixo e faça um riso histérico.
  8. Faça amor ao som do "Aguenta-te com esta" do sr. Toy. Alternativas viáveis incluem: "Chupa no dedo", "Nós Pimba", todas as músicas do sr. Quim Barreiros
  9. De 30 em 30 segundos, pergunte: "Porra, falta muito para teres um orgasmozinho?"
  10. Quando no fim lhe perguntarem "Gostaste?", responda com ar convicto: "Prefiro o padre da minha paróquia... Sinceramente, já tive melhor que tu..." (Esta última frase tem ainda maior impacto se você for um rapaz...)
Berlogue do viciado

Há algum médico na sala?

Há semana passada deparei-me com um caso curioso.
Um episódio circunstancial que teve mais de acidental que incidental.

Uma tarde cinzenta de Fevereiro.
Estava eu a chegar ao serviço quando tomei conhecimento que uma colega radiologista se encontrava adoentada no quarto dos médicos.
Daquelas colegas com 'C' maiúsculo, que chegam como um bónus do destino nas nossas vidas impetuosas, e que o tempo encarregar-se-à de transformar e cimentar em amizade sólida. Tão sólida quanto os pilares que sustentam secularmente a ponte sobre o rio Tejo.
Pensei: se os médicos têm por obrigação moral ajudar os outros, porque não ajudarmo-nos a nós próprios de vez em quando? Apressei-me em tornar-me útil.
Face à não melhoria do estado clínico com a medicação per os, sugeri medicação endovenosa dupla, analgésica e antiemética, que foi renitentemente aceite pela colega (e os médicos são sempre os piores doentes, não são?).
Dirigi-me a sala de angiografia, onde sabia que havia uma enfermeira residente. Face ao rebuliço momentâneo vivido na sala de angiografia desencadeado pela entrada de um doente com um re-enfarte, fiquei a aguardar pacientemente cá fora.
Enquanto confessava a minha intenção a um grupo simpático de auxiliares de acção médica, ouvi uma resposta inesperada:
-Medicação? Não prefere falar com os médicos da urgência? Eles é que sabem o que se deve dar....
Fiquei atordoada com a resposta. Não foi de orgulho ferido, não. Foi mesmo atordoada.
Sem perder tempo, respondi secamente:
-Os radiologistas são médicos, sabia?? E há coisas na vida que não nos podemos esquecer....
Esbocei um sorriso, relaxei a musculatura facial e decidi aguardar o término da intervenção percutânea noutra sala....

domingo, Fevereiro 11, 2007

Sim, alguém o fez!!

A resposta à interrogação do meu post anterior não tardou:
-Sim, alguém o fez!!
-Sim, alguém quis mudar uma ínfima parte do mundo....

Hoje, é o início do fim do aborto clandestino.

Mas....
(em tudo na vida há um 'mas'):

-...será este SIM esmagador no referendo suficiente para derrotar a abstenção, também ela esmagadora?
-..será este referendo, juridicamente não vinculativo, suficiente para ser legislado?
-...será o S.N.S. capaz de responder a (mais) esta sobrecarga laboral?
-...seremos nós médicos, capazes de cumprir o nosso papel na realização da vontade expressa pelos portugueses, independentemente da nossa consciência pessoal??

Sem respostas.
Deixo apenas questões.

E vontade de cumprir o meu papel.

sábado, Fevereiro 10, 2007

Não, amanhã, não irei votar

Amanhã, quando me levantar, não irei votar.
Ao contrário das outras vezes, não irei colocar a minha cruzinha naquele rasgão de papel e esperar (mais uma vez) tentar mudar o mundo. Ou, pelo menos, alguma coisa dele.... Uma infíma parte dele. Ou talvez nada.
Não irei votar, desta vez.

Não participei em campanhas neste referendo e não sou defensora do aborto per se; mas, como NUNCA seria cúmplice de crimes corporais contra a própria mulher, seja por dano físico ou psicológico, o meu voto seria SIM.
Um SIM traduzindo um NÃO ao do aborto ilegal em condições precárias, hediondas e auschwitzianas.
Isso sim é crime. É o verdadeiro crime.

Porque não irei votar?
Não irei porque simplesmente não posso.
Como funcionária pública deslocada, a muitos quilómetros de distância da minha mesa de voto e sem alternativas viáveis e baratas (desculpem-me a minha falta de altruísmo mas recuso-me a pagar 250 euros para ir votar...), amanhã ficarei em casa, a ler. Ou irei ver o Tejo, a fluir.

Não amanhã não irei mudar o mundo. Nem sequer uma infíma parte dele. Nada, talvez.
Alguém o fará?

segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

a minha rotina....

Não me canso dela.

domingo, Fevereiro 04, 2007

Enquanto faço uma pausa....

..e preparo-me para mais uma (pesada) semana de trabalho, ouço o volume 6 de Hôtel Costes.

Relaxante.

Oh não! Mais um post sobre o aborto...

Ao vaguear pelos blogues do costume, encontrei um post que me fez párar para pensar, no blog do colega viciado em Ice Tea:

O post era este:

Vamos chamar-lhe Carla.
Carla tinha 17 anos. Estava em pleno 12º ano.
Namorava com António. António tinha também 17 anos e estava a frequentar o mesmo ano. Ele e Carla eram colegas de turma. Ambos eram alunos brilhantes... e tinham eleito o curso de Medicina como meta a atingir...

Namoravam desde os quinze anos. Aos dezasseis, por comum acordo, iniciaram a vida sexual. O amor era intenso...

António e Carla utilizavam preservativo. Carla não tinha possibilidades de tomar a pílula. Além de ser algo cara para o seu bolso de estudante de ensino secundário, a personalidade controladora e as atitudes conservadoras da mãe, e o medo de assumir a sua própria sexualidade perante esta impediam-na de o fazer.

A pílula do dia seguinte não tinha ainda sido lançada no País.

Nunca houve, durante a utilização do preservativo, qualquer "incidente" que levasse a suspeitar da sua falência enquanto método contraceptivo.

No entanto, oito dias antes do exame de Biologia desse ano (decisivo para a entrada em Medicina), Carla notou que o período estava em atraso. Comunicou o facto a António, mas não o valorizou, atribuindo-o ao stresse dos exames... Afinal de contas, ela era uma pessoa muito ansiosa..


Contudo, passados alguns dias (duas semanas antes do exame de Química, também decisivo), começou a notar náuseas e vómitos, cada vez mais fortes, cada vez mais intensos.
A dúvida no espírito de Carla era cada vez mais forte: "Será que estou grávida? Não, não é possível..."

Pelo sim pelo não, Carla foi à urgência mais próxima. A médica que a atendeu observou-a e pediu-lhe várias análise, entre as quais um diagnóstico imunológico de gravidez (DIG).

Quando veio o resultado, a médica chamou-a ao gabinete. A senhora está grávida - disse, com ar sério...
Carla ficou lívida de pânico. Mal conseguiu contornar as restantes perguntas colocadas pela clínica. Esta, talvez pressionada pela chefia da urgência a ver o máximo de doentes num mínimo de tempo, tamém não insistiu... Se aquela jovem parva não queria responder àquilo que ela lhe perguntava, tanto melhor... Menos tempo gastava na consulta...

Carla não sabia o que fazer. A garganta tinha-se transformado num nó de marinheiro. O coração, de repente transformado num batuque, não parava de acelerar, tal como os seus pensamentos. À cabeça veio-lhe toda a sua existência até à data.

Os seus sonhos, os seus projectos, a sua vida... Tudo ruía, naquele instante, sobre si própria.

Quando chegou a casa, o seu primeiro impulso foi ligar para António. A voz entaramelava-se, enquanto as lágrimas lhe escorriam dos olhos, quatro a quatro dos seus olhos castanhos, gigantes, que tanto fascinavam o namorado...
As palavras saíam, necessitando para tal de um esforço hercúleo:

-Sabes, António? Acho que estou grávida!
- O quê? - António estava incrédulo. - Estás a brincar comigo?
- Sim, António, acho que estou mesmo grávida. O período está em falta. Estou cheia de vómitos... E fiz um teste de gravidez que dá positivo!
António explodiu:
- A culpa é toda tua! Eu bem te disse para começares a fazer a pílula. Tu e os teus medos idiotas... Tens medo de tudo: que a tua mãe te descubra, que a pílula te faça mal... - a voz de António, ainda que pelo telefone, soava a um misto de negação com raiva.
- António, eu amo-te muito... - retorquia Carla, entre soluços...
- Eu também te amo... Mas a culpa é toda tua... E eu não quero um filho agora... Eu quero entrar para medicina, caraças!
- Eu também quero entrar para a faculdade... O que fazemos?
- Não sei! Não faço a mínima ideia...
- Eu também não!
Falaram ainda durante cerca de quinze minutos... António culpava Carla pelo sucedido, e, apesar de a amar, mostrava-se um tanto irredutível nessa culpabilização. Combinaram que António rumaria a casa de Carla assim que possível.Acabaram por desligar.

Entretanto, Carla não reparara que a mãe, vinda do emprego, tinha entrado em casa e, ouvindo o choro da filha, se tinha aproximado...

- Carla, filha, o que foi? Zangaste-te com o António?
Confrontada com o choro e com a aflição, Carla não teve outro remédio senão contar tudo à mãe. Tinha assumido a sua sexualidade da pior maneira.

A reacção da mãe de Carla foi, de início, de incredulidade: a sua filha, a sua pequenina, que tantas vezes lhe servira de apoio e de esperança nos momentos difíceis, estava a crescer, e de forma brusca.

A resposta foi ponderada.

- Carla, o que é que tu queres fazer?
-Não sei... a minha cabeça está um caos...
-Queres ter o filho ou não?
-Não sei... Não sei de nada...

Carla, meio surpresa, sentia o coração aos pulos. A figura da mãe revelava, ao fim de quase dezoito anos de convivência, contornos completamente diferentes daqueles a que estava habituada.Todo aquele desenrolar de acontecimentos tinha-se tornado imprevisível... Já antevia o casamento, à pressa, os comentários dos convivas, o sermão da sua avó. Via-se a trabalhar que nem uma moura, num supermercado, tão longe da profissão com que sempre sonhara... Via-se a deslocar-se de casa para o trabalho e do trabalho para casa, a chegar ao fim de semana exausta...Tudo por causa de uma gravidez que, de momento, não desejava...

Entretanto, chegou António. Vinha vermelho que nem um tomate, numa mescla de reacção ao sucedido com o efeito do calor tórrido do Verão, que se fazia sentir na altura. Cumprimentou a mãe de Carla.

Esta repetiu a questão que havia colocado a Carla:
- E agora, meninos, o que é que fazemos? Querem ter a criança ou não? - disse.
-Eu... não queria... - gaguejou António.
E tu, Carla?
- Eu também não...

A mãe de Carla não perdeu tempo: telefonou a uma colega de trabalho cuja filha tinha passado pelo mesmo. Fez outro telefonema, rápido: perguntou as características do local e informou-se do preço.

-Vocês os dois apanhem um táxi e vão a esta morada. É a de uma clínica que faz interrupções de gravidez. Eu vou ter convosco daqui a uma hora... tenho umas coisas a tratar.

No caminho, Carla, cada vez mais cheia de vómitos, ainda teve de ouvir os gritos de António, visivelmente irritado com toda a situação...

A clínica foi impecável. À entrada, Carla fez uma ecografia. Foi confirmada a gestação. Estava grávida de sete semanas.
Depois, após a chegada da mãe, esta assinou um termo de responsabilidade, e foi registado que Carla teria tido um aborto espontâneo.
O médico que a atendeu colocou-lhe uns comprimidos no colo do útero, tendo-lhe depois, sob anestesia geral, feito uma curetagem uterina.

Cerca de doze horas depois, Carla saía da clínica, meio atordoada da anestesia e com alguma hemorragia residual.

Passados sete dias, estava a fazer o exame de Biologia. Obteve notas de acesso altas.
Três meses depois, estava a inscrever-se no curso com o qual sempre sonhara.

Alguns meses depois, acabava a relação com António, que já se tornava um martírio em virtude das discussões constantes.
Durante alguns anos, os olhos de Carla marejavam-se de lágrimas quando via crianças. Pensava que o seu filho poderia ter aquela idade. Mas tudo passou.

Actualmente, Carla é uma cirurgiã pediátrica de sucesso. Está a fazer uma pós-graduação nos Estados Unidos, país no qual vive com o actual namorado. Planeia, em breve, assim que a profissão o permitir, ter dois ou três filhos com o "homem da sua vida".

Enquanto médica, já salvou centenas de vidas que foram colocadas nas suas mãos.

Fala desta fase da sua vida com o olhar conformado de quem já passou o suficiente. No entanto, confessa que, por vezes, não deixa de pensar no que seria a mesma com um filho que não desejava nos braços...



no berlogue do costume....